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2k3q71
- Cdigo de tica do Fonoaudilogo
- (Aprovado
pela Resoluo 138/95, do Conselho Federal de Fonoaudiologia, e
publicado no DOU de 21.12.95)
ndice
DAS DISPOSIES
PRELIMINARES
DOS PRINCPIOS GERAIS
DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO FONOAUDILOGO
DAS RESPONSABILIDADES GERAIS DO FONOAUDILOGO
DAS RESPONSABILIDADES PARA COM O CLIENTE
DAS RESPONSABILIDADES NAS RELAES COM OUTROS FONOAUDILOGOS
DAS RESPONSABILIDADES E RELAES COM AS
INSTITUIES EMPREGATCIAS E OUTRAS
DAS RELAES COM OUTRAS PROFISSES
DAS RELAES COM AS ASSOCIAES REPRESENTATIVAS DOS
FONOAUDILOGOS
DAS RELAES COM A JUSTIA
DO SIGILO PROFISSIONAL
DAS COMUNICAES E DAS PUBLICAES
DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL E ATUAO COMERCIAL
DOS HONORRIOS PROFISSIONAIS
DAS RELAES COM A SADE PBLICA E COLETIVA
DA OBSERVNCIA, APLICAO E CUMPRIMENTO DO CDIGO DE TICA
DAS DISPOSIES LEGAIS
DAS
DISPOSIES PRELIMINARES
- Art. 1 - O presente Cdigo de
tica regulamenta os direitos e deveres dos profissionais e
entidades inscritos nos Conselhos de Fonoaudiologia.
- Pargrafo 1 - Compete ao CFFa zelar
pela observncia dos princpios deste cdigo, introduzindo
alteraes, atravs de discusses com a categoria, ou sob
proposta dos Conselhos Regionais; funcionar como Conselho Superior
de tica Profissional, alm de firmar jurisprudncia e atuar nos
casos omissos.
- Pargrafo 2 - Compete aos Conselhos
Regionais, nas reas de suas respectivas jurisdies, zelar pela
observncia dos princpios e diretrizes deste cdigo e funcionar
como rgo julgador de primeira instncia.
- Pargrafo 3 - A fim de garantir a
execuo deste Cdigo de tica, cabe ao Fonoaudilogo e aos
interessados comunicar aos Conselhos Regionais ou Federal de
Fonoaudiologia, com clareza e embasamento, fatos que caracterizem a
inobservncia do presente cdigo e das normas que regulamentam o
exerccio da Fonoaudiologia.
- Art. 2 - Os infratores do presente
cdigo sujeitar-se-o s penas disciplinares previstas em lei.
DOS
PRINCPIOS GERAIS
- Art. 3 - O Fonoaudilogo o
profissional da rea da sade, legalmente credenciado nos termos
da Lei n 6965, de 9 de dezembro de 1981 e pelo Decreto n 87.218,
de 31 de maio de 1982, que atua na comunicao oral e escrita, voz
e audio, pesquisando, prevenindo, diagnosticando, habilitando,
reabilitando e aperfeioando, sem discriminao de qualquer
natureza.
- Art. 4 - O Fonoaudilogo
compromete-se com o bem-estar dos clientes sob seu atendimento
profissional, utilizando todos os recursos disponveis, incluindo a
relao interprofissional, para propiciar o melhor servio
possvel, agindo com o mximo de zelo e o melhor de sua capacidade
profissional, assumindo a responsabilidade por qualquer ato
fonoaudiolgico do qual participou ou que tenha indicado.
- Art. 5 - O Fonoaudilogo tem o
dever de exercer a Fonoaudiologia com honra, dignidade e a exata
compreenso de sua responsabilidade, devendo, para tanto, ter boas
condies de trabalho, fazendo juz remunerao justa e
insalubridade em condies adversas de trabalho.
- Art. 6 - O Fonoaudilogo deve
aprimorar sempre seus conhecimentos e usar o melhor do progresso
tcnico-cientfico em benefcio do cliente e da Fonoaudiologia.
- Art. 7 - O Fonoaudilogo deve
honrar sua responsabilidade para com os outros profissionais,
mantendo elevado nvel de dignidade e harmoniosas relaes inter
e intraprofissionais.
DOS DIREITOS
FUNDAMENTAIS DO FONOAUDILOGO
- Art. 8 - So direitos do
Fonoaudilogo:
- I) exercer a Fonoaudiologia, sem ser
discriminado por questes de ordem poltica, social, econmica,
religiosa, tnica, opo sexual ou de qualquer outra natureza;
- II) pesquisar, diagnosticar, planejar,
realizar exames e tratamentos, elaborar laudos, orientaes e
pareceres fonoaudiolgicos, observando as prticas
reconhecidamente aceitas e as normas legais vigentes no pas;
- III) ter ampla autonomia no exerccio
da profisso, podendo optar pelos casos que deseje ou no atender;
- IV) ter ampla autonomia no exerccio
profissional, para recusar prestar servios incompatveis com as
suas atribuies, cargos ou funes, ou que sejam contrrios
aos preceitos deste cdigo;
- V) escolher o procedimento mais
adequado ao cliente, observando as prticas fonoaudiolgicas;
- VI) dedicar o tempo que considerar
necessrio ao desempenho de suas atribuies, a fim de manter o
nvel de qualidade do servio prestado;
- VII) ter condies de trabalhar em
ambiente salubre, para exercer a Fonoaudiologia com honra e
dignidade;
- VIII) ter liberdade na realizao de
seus estudos e pesquisas, resguardados os direitos de indivduos ou
grupos envolvidos em seus trabalhos;
- IX) quando necessrio, aps avaliar
pessoalmente o cliente, acompanh-lo distncia, devendo este
retornar para reavaliaes;
- X) no se submeter a qualquer
disposio estatutria ou regimental, pblica ou privada, que
limite a escolha dos meios utilizados para a plena atuao
profissional, salvo quando em benefcio do cliente;
- XI) apontar falhas nas leis, normas
regulamentos e prticas das instituies pblicas ou privadas em
que trabalhe, quando julg-las indignas, ou quando no atenderem
s necessidades de segurana, prejudicando o cliente, o meio
ambiente e a sade pblica e coletiva, devendo, nestes casos,
dirigir-se aos rgos competentes e ao Conselho Regional de sua
jurisdio;
- XII) ser solidrio com movimentos de
defesa da dignidade profissional, seja por remunerao condigna,
seja por condies de trabalho compatveis com o exerccio
tico profissional da Fonoaudiologia e seu aprimoramento
tcnico-cientfico, defendendo o pleno exerccio da cidadania;
- XIII) solicitar, por parte do cliente,
de um termo de cincia do tratamento a ser realizado,
objetivando que o mesmo assuma sua parcela de responsabilidade no
tocante assiduidade, pontualidade e interrupo do tratamento.
DAS
RESPONSABILIDADES GERAIS DO FONOAUDILOGO
- Art. 9 - So deveres fundamentais
do Fonoaudilogo:
- I) exercer a Fonoaudiologia de forma
plena, enquanto cincia voltada s reas da comunicao oral e
escrita, voz e audio, utilizando os conhecimentos e recursos que
sua experincia clnica o demandar, para promover o bem-estar do
cliente e da coletividade;
- II) esforar-se para obter
eficincia mxima em seus servios, em benefcio do cliente;
- III) desenvolver suas atividades
profissionais de forma eficiente, assumindo a responsabilidade pelos
procedimentos de que participou ou indicou, mesmo quando em equipe;
- IV) colaborar, sempre que possvel e
desinteressadamente, em campanhas educacionais, que visem difundir
princpios fonoaudiolgicos teis ao bem-estar da coletividade;
- V) prestar servios profissionais nas
situaes de calamidade pblica e/ou de graves crises sociais;
- VI) utilizar, obrigatoriamente, seu
nmero de registro no conselho onde estiver inscrito, em qualquer
procedimento ou ato fonoaudiolgico, acompanhado da rubrica ou
;
- VII) comunicar ao Conselho de
Fonoaudiologia onde estiver inscrito, recusa ou demisso de cargo,
funo ou emprego, motivada pela necessidade de preservar os
legtimos interesses da profisso ou a aplicao deste cdigo;
- VIII) empenhar-se para melhorar as
condies de atendimento populao e assumir sua parcela de
responsabilidade em relao sade e educao;
- IX) em funo de chefia ou no,
assegurar o bom desempenho da Fonoaudiologia, sob os aspectos
tico-tcnico-profissionais;
- X) recorrer a outros profissionais,
sempre que for necessrio.
- Art. 10 - Ao Fonoaudilogo vedado:
- I) anunciar ttulos acadmicos que
no possua ou especialidades para as quais no esteja habilitado;
- II) realizar atividades profissionais
de docncia e/ou istrativas relacionadas diretamente
Fonoaudiologia, sem o devido registro no Conselho de sua
jurisdio;
- III) assumir procedimento para o qual
no esteja capacitado pessoal, tcnica ou cientificamente;
- IV) dar diagnstico ou realizar
terapia fonoaudiolgica individual ou em grupo, atravs de
qualquer veculo de comunicao de massa ( rdio, TV, jornais,
revistas e outros ), bem como prescrever tratamento ou outros
procedimentos sem exame direto do cliente;
- V) acumpliciar-se, de qualquer forma,
com pessoas que exeram ilegalmente a profisso de Fonoaudilogo,
ou com instituies que pratiquem atos ilcitos;
- VI) usar pessoas no habilitadas para
a realizao de prticas fonoaudiolgicas em substituio
sua prpria atividade;
- VII) delegar e/ou dar treinamento a
profissionais de outras reas e a leigos de atribuies do
Fonoaudilogo ou de sua rea de atuao, mesmo por exigncia de
chefia, empregadores e convnios;
- VIII) adulterar resultados
fonoaudiolgicos e fazer declaraes falsas sobre situaes ou
estudos de que tenha participado ou tomado conhecimento;
- IX) agenciar, aliciar ou desviar, por
qualquer meio, cliente de instituio pblica ou privada para
clnica particular sua ou de colega;
- X) pagar ou receber remunerao,
comisso ou vantagem de outro profissional, Fonoaudilogo ou no,
de entidade de assistncia sade ou estabelecimento congnere
e de empresa industrial ou comercial, por intercmbio de clientes
ou por servios fonoaudiolgicos que no tenha efetivamente
prestado;
- XI) omitir-se diante de profissionais
ou instituies que pratiquem atos ilcitos ou que desvalorizem a
profisso, bem como no relatar estes fatos ao Conselho de sua
jurisdio;
- XII) responsabilizar terceiros por
seus insucessos, sem a devida comprovao;
- XIII) deixar de cumprir, sem
justificativa, as solicitaes dos Conselhos Federal ou Regionais
de sua jurisdio;
- XIV) permitir que outros profissionais
assinem laudos, exames, avaliaes e pareceres fonoaudiolgicos
que tenha realizado;
- XV) deixar de assumir responsabilidade
sobre seus procedimentos, dentro de uma equipe multidisciplinar.
DAS
RESPONSABILIDADES PARA COM O CLIENTE
- Art. 11 - Define-se como cliente a
pessoa e/ou seu representante legal, entidade ou organizao a
quem o Fonoaudilogo presta servios profissionais e em benefcio
do qual dever agir com o mximo zelo e o melhor de sua capacidade
profissional.
- Art. 12 - So deveres do
Fonoaudilogo nas suas relaes com o cliente:
- I) quando da avaliao inicial,
esclarecer ao cliente sobre o diagnstico, prognstico e
objetivos, assim como o custo dos procedimentos fonoaudiolgicos
adotados, permitindo que este aceite ou no o tratamento indicado;
- II) limitar o nmero de clientes,
respeitando as particularidades de cada um, visando preservar a
qualidade do atendimento;
- III) esclarecer ao cliente sobre os
prejuzos de uma possvel interrupo do tratamento, ficando
isento de qualquer responsabilidade caso o cliente mantenha-se em
seus propsitos;
- IV) esclarecer ao cliente, no caso de
indicao de atendimento em equipe, a qualificao dos demais
membros desta, definindo suas responsabilidades e funes;
- V) elaborar pronturio ou fichas
clnicas para seus clientes, guardando-os em lugar apropriado e
evitando assim que pessoas estranhas tenham o a eles;
- VI) permitir ao cliente o o ao
pronturio, dando-lhe as explicaes necessrias compreenso
do mesmo;
- VII) fornecer diretamente ao cliente
os resultados dos procedimentos realizados, mesmo quando o servio
for contratado por terceiros;
- VIII) avaliar, periodicamente, o
servio prestado, para determinar sua eficcia;
- IX) encaminhar o cliente a outros
profissionais sempre que for necessrio;
- X) esclarecer ao cliente sobre as
implicaes de tratamentos fonoaudiolgicos equivalentes,
praticados simultaneamente;
- XI) garantir a privacidade do
atendimento impedindo a presena ou interferncia de pessoas
alheias, a no ser em caso de superviso, estgio ou
observao;
- XII) fornecer laudo fonoaudiolgico
ao cliente, quando este for encaminhado ou transferido com fins de
continuidade do tratamento, na alta ou por simples desistncia,
quando solicitado;
- XIII) atender seus clientes sem
estabelecer discriminaes ou prioridades de ordem poltica,
social, econmica, religiosa, opo sexual ou de qualquer outra
natureza, independentemente de esfera institucional ou privada;
- XIV) esclarecer ao cliente sobre as
influncias sociais, ambientais e profissionais na evoluo de
seu quadro clnico;
- XV) esclarecer ao cliente sobre as
conseqncias sociais e/ou profissionais da patologia apresentada;
- XVI) atender ao cliente hospitalizado,
se assim for necessrio;
- XVII) permitir o o do
responsvel ou representante legal avaliao e tratamento,
salvo quando sua presena comprometer a eficcia do atendimento;
- XVIII) informar ao cliente, em
linguagem clara e simples, sobre os procedimentos adotados em cada
avaliao e tratamento realizado.
- Art. 13 - Ao Fonoaudilogo, em sua
relao com o cliente, vedado:
- I) exagerar o quadro diagnstico ou
prognstico, complicar a teraputica ou exceder-se em nmero de
consultas ou em quaisquer outros procedimentos fonoaudiolgicos,
incluindo-se o aconselhamento para a compra de equipamentos e
aparelhos desnecessrios ou inadequados ao cliente;
- II) garantir resultados de tratamento
atravs de mtodos infalveis, sensacionalistas ou de contedo
inverdico de qualquer tratamento;
- III) obter vantagem fsica,
emocional, financeira, comercial ou poltica de seus clientes;
- IV) usar a profisso para corromper,
lesar ou alterar a personalidade e a integridade fsica e psquica
dos clientes a ele confiados, ou ser conivente com esta prtica;
- V) deixar de utilizar todos os meios
disponveis de diagnsticos e tratamento a seu alcance em favor do
cliente;
- VI) omitir informaes sobre
servios oferecidos por rgos pblicos ou privados quando
solicitado pelo cliente;
- VII) abandonar clientes sob seus
cuidados, salvo por motivos de fora maior, encaminhando-os a outro
Fonoaudilogo;
- VIII) fornecer atestado, laudo ou
parecer sem ter praticado o ato profissional que o justifique, ou
que no corresponda verdade;
- IX) praticar atos profissionais
danosos ao cliente, que possam ser caracterizados como impercia,
imprudncia ou negligncia;
- X) clinicar em residncias familiares
que no possuam ambiente apropriado, condio fundamental para o
atendimento proposto;
- XI) utilizar-se de qualquer
documentao de propriedade do cliente, sem seu conhecimento, como
instrumento de acusao em processo contra outro profissional.
DAS
RESPONSABILIDADES NAS RELAES COM OUTROS FONOAUDILOGOS
- Art. 14 - dever do Fonoaudilogo:
- I) ter para com outros Fonoaudilogos
o respeito e a solidariedade que refletem a harmonia da classe;
- II) colaborar com seus colegas e
prestar-lhes servios profissionais, quando solicitado;
- III) divulgar para seus colegas seu
conhecimento clnico e experincia profissional.
- Art. 15 - vedado ao Fonoaudilogo:
- I) atender a cliente que esteja sendo
assistido por outro colega, salvo nas seguintes situaes:
- a) a pedido desse colega;
- b) se procurado espontaneamente pelo
cliente, dando cincia ao colega;
- II) emitir julgamento depreciativo
sobre o exerccio da profisso, ressalvadas as comunicaes de
irregularidade transmitidas ao rgo competente;
- III) explorar o colega, profissional e
financeiramente;
- IV) deixar de encaminhar de volta ao
Fonoaudilogo responsvel o cliente que lhe foi enviado para
procedimento especfico, devendo, na ocasio, fornecer o
laudo-diagnstico ou parecer sobre o caso;
- V) permanecer com o cliente atendido
por outro colega, quando em substituio temporria, aps o
mesmo ter retornado s suas atividades, salvo por convenincia do
cliente, devendo comunicar o fato, obrigatoriamente, ao
Fonoaudilogo que o atendeu;
- VI) deixar de relatar ao seu
substituto o quadro clnico dos clientes sob sua responsabilidade
ou ao realizar encaminhamentos;
- VII) utilizar-se de sua posio
hierrquica para impedir que seus subordinados atuem dentro dos
princpios ticos;
- VIII) servir-se de posio
hierrquica para impedir, prejudicar ou dificultar, por qualquer
motivo discriminatrio, que outro colega possa realizar seu
trabalho;
- IX) alterar conduta fonoaudiolgica
determinada por outro Fonaudilogo, mesmo quando investido em
funo de chefia ou de auditoria, salvo em situao de
indiscutvel prejuzo para o cliente, devendo comunicar,
imediatamente, o fato ao Fonoaudilogo responsvel;
- X) pleitear para si ou para outrem
emprego, cargo ou funo que esteja sendo exercida por colega, bem
como praticar outros atos de concorrncia desleal;
- XI) posicionar-se, com fins de obter
vantagens, contra os movimentos legtimos da categoria;
- XII) prejudicar deliberadamente o
trabalho, obra ou imagem de outro Fonoaudilogo, ressalvadas as
comunicaes de irregularidades aos rgos competentes;
- XIII) servir-se de sua posio
hierrquica para impedir ou dificultar que o colega utilize as
instalaes e demais recursos das instituies ou setores sob
sua direo, quando se tratar de desenvolvimento de pesquisa.
DAS
RESPONSABILIDADES E RELAES COM AS INSTITUIES EMPREGATCIAS E
OUTRAS
- Art. 16 So direitos do
Fonoaudilogo:
- I) formular, junto s autoridades
competentes, crticas e/ou propostas aos servios pblicos ou
privados com o fim de preservar o bom atendimento fonoaudiolgico e
o bem-estar do cliente;
- II) recusar-se a exercer a profisso,
em instituio pblica ou privada onde inexistam condies
dignas de trabalho ou que possam prejudicar o cliente;
- III) suspender suas atividades,
individual ou coletivamente, quando a instituio pblica ou
privada para a qual trabalha no oferecer condies mnimas para
o exerccio profissional;
- IV) ter o a informaes
institucionais que se relacionem sua rea de trabalho, e sejam
necessrias ao pleno exerccio das atribuies profissionais;
- V) criar e integrar comisses
interdisciplinares nos locais de trabalho do profissional.
- Art. 17 - So deveres do
Fonoaudilogo:
- I) quando funcionrio de uma
organizao, sujeitar-se aos padres gerais da instituio,
salvo quando o regulamento ou costumes ali vigentes contrariem sua
conscincia profissional, os princpios e normas deste cdigo e
da Lei N 6.965/81;
- II) preservar normas bsicas
eficcia do exerccio da Fonoaudiologia, respeitando os interesses
da profisso, quando investido de direo ou chefia, no
relacionamento com seus colegas;
- III) empenhar-se na viabilizao dos
direitos do cliente;
- IV) empregar com transparncia as
verbas sob sua responsabilidade, de acordo com os interesses e
necessidades coletivas;
- Art. 18 vedado ao
Fonoaudilogo:
- I) prevalecer-se de cargo de chefia
para atos discriminatrios e abuso do poder;
- II) na condio de proprietrio,
scio ou dirigente de empresas ou instituies prestadoras de
servios fonoaudiolgicos, explorar o trabalho de outros
Fonoaudilogos, isoladamente ou em equipe, bem como tirar vantagens
pessoais;
- III) quando em funo de chefia,
reduzir a remunerao devida a outro Fonoaudilogo, utilizando-se
de descontos a ttulo de taxa de istrao ou quaisquer
outros artifcios;
- IV) usar ou permitir o trfico de
influncia para obteno de emprego, desrespeitando concursos ou
processos seletivos legais;
- V) utilizar recursos institucionais
financeiros, cargo ou funo para fins partidrios ou eleitorais;
- VI) agenciar, aliciar ou desviar, por
qualquer meio, para clnica particular ou instituies de
qualquer natureza, cliente que tenha atendido em virtude de sua
funo em instituies pblicas, como forma de obter vantagens
pessoais.
DAS
RELAES COM OUTRAS PROFISSES
- Art. 19 O Fonoaudilogo
procurar manter e desenvolver boas relaes com os componentes
de outras categorias profissionais, no prejudicando o trabalho e a
reputao destes e respeitando os limites de sua rea e das
atividades que lhe so reservadas pela legislao;
- Art. 20 O Fonoaudilogo deve
estabelecer e manter relacionamento de intercmbio e colaborao
com os colegas de outras profisses:
- I) informando-os a respeito de
servios de Fonoaudiologia;
- II) emitindo parecer fonoaudiolgico
sobre seus clientes, a fim de contribuir para a ao teraputica
e eficaz da outra profisso;
- III) respeitando a hierarquia
tcnico-istrativa, cientfica e docente, perante os membros
da equipe;
- IV) incentivando, sempre que
possvel, a prtica profissional interdisciplinar;
- V) respeitando as normas e princpios
ticos das outras profisses;
- VI) assessorando na prestao de
servios que estejam sendo efetuados por outro profissional,
somente quando se tratar de trabalho multidisciplinar e este fizer
parte da metodologia adotada;
- VII) sendo solidrio com outros
profissionais, sem, todavia, omitir-se de denunciar atos que
contrariem os postulados ticos deste cdigo.
DAS
RELAES COM AS ASSOCIAES REPRESENTATIVA DOS FONOAUDILOGOS
- Art. 21 O Fonoaudilogo
procurar filiar-se s associaes, entidades representativas e
de organizao da categoria, que tenham como finalidade a difuso
e o aprimoramento da Fonoaudiologia como cincia, bem como a defesa
dos interesses de sua classe.
- Art. 22 dever do Fonoaudilogo
promover e apoiar as iniciativas e os movimentos de defesa dos
interesses ticos, culturais, cientficos e materiais da classe,
atravs dos seus rgos representativos;
- Art. 23 vedado ao
Fonoaudilogo:
- I) servir-se da entidade de classe
para promoo prpria ou usufruir de vantagens pessoais;
- II) prejudicar moral ou materialmente
a entidade;
- III) usar o nome da entidade para
promoo comercial;
- IV) desrespeitar a entidade, injuriar
ou difamar qualquer componente desta.
DAS
RELAES COM A JUSTIA
- Art. 24 - O Fonoaudilogo servir
imparcialmente Justia.
- Art. 25 - Qualquer Fonoaudilogo, no
exerccio legal de sua profisso, pode ser nomeado perito para
esclarecer a Justia em assuntos de sua competncia.
- Pargrafo nico - O Fonoaudilogo
pode escusar-se de funcionar em percia cujo assunto escape sua
competncia, ou por motivo de fora maior, devendo sempre dar a
devida considerao autoridade que o nomeou, solicitando-lhe
dispensa do encargo antes de qualquer compromissamento.
- Art. 26 - O Fonoaudilogo perito
dever agir com absoluta iseno, sem violar os princpios
tico-profissionais, limitando-se exposio do que tiver
conhecimento atravs dos exames e observaes, no ultraando
os limites de suas atribuies.
- Art. 27 - dever do Fonoaudilogo:
- Pargrafo nico - Levar ao
conhecimento da autoridade que o nomeou a impossibilidade de
formular o parecer fonoaudiolgico quando ocorrer recusa por parte
da pessoa ou Instituio que deveria ser por ele examinada ou
qualquer outro motivo impeditivo;
- Art. 28 - vedado ao Fonoaudilogo:
- I) funcionar em percia em que uma
das partes envolvidas seja parente, amigo, inimigo ou cliente.
- II) valer-se do cargo que exerce, do
parentesco ou amizade com autoridades istrativas ou
judicirias, para pleitear ser nomeado perito;
- III) intervir, quando na qualidade de
auditor, nos atos de outro profissional, ou fazer qualquer
apreciao na presena do examinado, reservando suas
observaes, sempre fundamentadas, para o relatrio sigiloso e
lacrado;
- IV) depor como testemunha sobre
situao sigilosa do cliente de que tenha conhecimento no
exerccio profissional, quando no autorizado por este.
DO SIGILO
PROFISSIONAL
- Art. 29 - O Fonoaudilogo deve manter
sigilo sobre fatos de que tenha conhecimento em decorrncia de sua
relao com o cliente, desde que seu silncio no ponha em risco
a sade deste ou da comunidade.
- Art. 30 - O Fonoaudilogo no
revelar como testemunho, fatos de que tenha conhecimento no
exerccio da sua profisso, mas, intimado a depor, obrigado a
comparecer perante autoridade para declarar-lhe que est preso
guarda do sigilo profissional.
- Art. 31 - Os resultados de exames s
sero fornecidos a terceiros interessados, sob a concordncia do
prprio examinado ou de seu representante legal.
- Art. 32 - O Fonoaudilogo est
obrigado a guardar sigilo sobre as informaes de outros
profissionais tambm comprometidos com o caso.
- Art. 33 - Os pronturios
fonoaudiolgicos so documentos sigilosos e a eles no ser
franqueado o o de pessoas estranhas ao caso.
DAS
COMUNICAES CIENTFICAS E DAS PUBLICAES
- Art. 34 - Nas comunicaes e
publicaes de trabalhos cientficos sero observadas as
seguintes normas:
- I) as discordncias em relao a
opinies ou trabalhos devem ter cunho estritamente impessoal;
porm a crtica, que no pode visar ao autor mas matria,
no deve deixar de ser feita;
- II) quando os fatos forem examinados
por dois ou mais Fonoaudilogos que atuem em reas diferentes e
houver concordncia a respeito do trabalho, os termos de ajuste
sero rigorosamente observados pelos participantes, podendo cada
um, fazer publicao independente;
- III) quando de pesquisas em
colaborao, de boa norma que, na publicao, deve-se dar
igual nfase aos autores. Entretanto, na enumerao dos
colaboradores, procurar dar prioridade ao principal ou ao
idealizador do trabalho ou da pesquisa;
- IV) em nenhum caso o Fonoaudilogo se
prevalecer da posio que ocupa para ou publicar, em seu
nome exclusivo ou de outrem, trabalho de seus subordinados ou de
terceiros, mesmo quando executados sob sua orientao;
- V) ilcito utilizar, sem
referncia ao autor ou sem sua autorizao expressa, dados,
informaes ou opinies colhidas em fontes no publicadas ou
particulares;
- VI) todo trabalho cientfico deve ser
acompanhado da citao da bibliografia utilizada, a fim de que se
evitem dvidas quanto autoria das pesquisas, devendo, ainda,
esclarecer-se bem quais os fatos referidos que no pertenam ao
prprio autor do trabalho;
- VII) sempre que possvel, deve o
autor do trabalho fonoaudiolgico cientfico citar trabalhos
nacionais sobre o mesmo assunto;
- VIII) nas publicaes de estudo de
caso ou relato de terapias fonoaudiolgicas, a identidade do
cliente, poder ser usada, quando autorizado pelo cliente, desde
que haja contribuio cientfica para a profisso;
- Art. 35 - vedado ao Fonoaudilogo:
- I) apresentar como originais quaisquer
idias, descobertas ou ilustraes, que na realidade no o
sejam;
- II) divulgar publicamente novos
conhecimentos cientficos e processos de tratamento, cujos valores
ainda no estejam expressamente reconhecidos em eventos
cientficos de sua categoria;
- III) divulgar informao sobre
assunto fonoaudiolgico de forma sensacionalista, promocional ou de
contedo inverdico;
- IV) falsear dados estatsticos ou
deturpar sua interpretao cientfica.
DA
PUBLICIDADE PROFISSIONAL E ATUAO COMERCIAL
- Art. 36 - O Fonoaudilogo, ao
promover publicamente a divulgao de seus servios, dever
faz-lo com exatido e dignidade.
- Art. 37 - O Fonoaudilogo, quando
trabalhar para uma organizao que vise lucro com a venda de seus
produtos, poder atuar como Consultor Cientfico em
fonoaudiologia, buscando a qualidade e indicao desses produtos.
- Art. 38 - Dos anncios:
- I) os anncios, placas e impressos
restringir-se-o:
- a) ao nome, ttulo do profissional e
nmero de sua inscrio no Conselho de sua jurisdio;
- b) s reas de atuao;
- c) aos ttulos de formao
acadmica mais significativos na profisso;
- d) ao endereo, telefone, horrio de
trabalho, convnios e credenciamentos.
- II) so permitidos anncios
fonoaudiolgicos na divulgao de cursos, palestras, seminrios
e afins;
- III) nas entrevistas em qualquer
veculo de comunicao de massa, o Fonoaudilogo deve zelar para
que haja promoo da Fonoaudiologia e no promoo pessoal,
garantindo o carter exclusivamente de esclarecimento e educao
da coletividade;
- IV) o Fonoaudilogo deve abster-se de
responder a consultas atravs de veculos de comunicao de
massa.
- Art. 39 - vedado ao Fonoaudilogo:
- I) permitir que seus ttulos
profissionais sejam usados para promover venda de equipamento ou
produto relacionado com o campo profissional onde ele atua;
- II) anunciar a prestao de
servios gratuitos ou a preos vis em consultrios particulares,
preservando a qualidade e dignidade da atuao fonoaudiolgica;
- III) inserir fotografias, nome,
endereo ou qualquer outro elemento que identifique o cliente, sem
sua prvia autorizao;
- IV) em anncios nos meios de
comunicao, fazer promessas sobre resultados teraputicos,
promovendo a publicidade enganosa ou abusiva da boa f do cliente;
- V) anunciar preos ou modalidades de
pagamento exceto na divulgao de cursos, palestras, seminrios e
afins;
- VI) anunciar servios
fonoaudiolgicos atravs de folhas volantes ou similares;
- VII) utilizar a divulgao de cargo
ou funo que exera em Autarquias, rgos Pblicos ou
Privados, verbalmente ou em impressos diversos, para promoo
pessoal e/ou comercial.
DOS
HONORRIOS PROFISSIONAIS
- Art. 40 - Os honorrios devem ser
fixados com todo o cuidado, a fim de que representem justa
retribuio pelos servios prestados, sejam veis ao
cliente, no devendo o Fonoaudilogo aceitar remunerao a
preo vil, tornando assim, a profisso reconhecida pela confiana
e aprovao do pblico.
- Art. 41 - Os honorrios devem
obedecer a um plano de servios prestados e serem contratados
previamente.
- Art. 42 - direito do Fonoaudilogo
apresentar seus honorrios, separadamente, quando no atendimento ao
cliente participarem outros profissionais.
- Art. 43 - O trabalho fonoaudiolgico
prestado s instituies comprovadamente filantrpicas e sem
fins lucrativos poder ser gratuito.
- Art. 44 - vedado ao Fonoaudilogo:
- I) firmar qualquer contrato de
assistncia fonoaudiolgica que subordine os honorrios ao
resultado do tratamento ou cura do cliente;
- II) receber remunerao adicional de
cliente como complemento de salrio ou de honorrios j
estabelecidos.
DAS
RELAES COM A SADE PBLICA E COLETIVA
Art. 45 - O Fonoaudilogo
deve procurar participar da elaborao de poltica de sade junto s
autoridades competentes, na organizao, implantao e execuo de
projetos de Educao, Sade Pblica e Coletiva, nas reas da
comunicao oral e escrita, voz e audio que visem pesquisa,
promoo de sade, preveno, diagnstico, habilitao e
reabilitao.
DA
OBSERVNCIA, APLICAO E CUMPRIMENTO DO CDIGO DE TICA
- Art. 46 - Cabe ao Conselho de
Fonoaudiologia competente, onde est inscrito o Fonoaudilogo, a
apurao das faltas que cometer contra este cdigo e a
aplicao das penalidades previstas na legislao em vigor.
- Pargrafo nico - Comete grave
infrao o Fonoaudilogo que deixar de atender s solicitaes
ou intimaes para instruo dos processos disciplinares, bem
como quaisquer notificaes ou convocaes dos Conselhos Federal
e Regionais.
- Art. 47 - So deveres do
Fonoaudilogo:
- I) denunciar ao Conselho de
Fonoaudiologia, atravs de comunicao fundamentada, por escrito,
qualquer forma de exerccio irregular da profisso, infraes a
princpios e diretrizes deste cdigo e da legislao
profissional;
- II) comunicar ao Conselho de
Fonoaudiologia em que estiver inscrito sobre a realizao de
cursos especficos da rea, por indivduos leigos, profissionais
no qualificados, ou que no pertena sua rea de atuao;
- III) consultar o Conselho de
Fonoaudiologia de sua jurisdio, quando houver dvidas a
respeito da observncia e aplicao deste cdigo, ou em casos
omissos;
- IV) cumprir e fazer cumprir este
cdigo assim como a Lei de Regulamentao da Profisso.
- Art. 48 - Na relao com o Conselho
de Fonoaudiologia de sua jurisdio obriga-se o Fonoaudilogo a:
- I) cumprir fiel e integralmente as
obrigaes e compromissos assumidos, relativos ao exerccio
profissional;
- II) acatar e respeitar os Acrdos,
Resolues e Deliberaes do Conselho Federal e dos Conselhos
Regionais de Fonoaudiologia;
- III) tratar com urbanidade e respeito
os representantes do rgo, quando no exerccio de suas
funes, facilitando o seu desempenho;
- IV) propiciar informaes fidedignas
a respeito do exerccio profissional.
DAS
DISPOSIES LEGAIS
- Art. 49 - O exerccio da
Fonoaudiologia implica compromisso moral, individual e coletivo de
seus profissionais com os clientes e a sociedade, e impe
responsabilidades e deveres indelegveis, cuja transgresso
resultar em sanes disciplinares por parte do Conselho de
Fonoaudiologia competente ou pelas leis do pas.
- Art. 50 - Quando da comercializao
de quaisquer instrumentos ou materiais de uso do interessado,
rigorosamente dever pautar-se nos princpios deste Cdigo de
tica.
- Art. 51 - Os Fonoaudilogos
estrangeiros, quando atuarem em territrio nacional, obrigam-se ao
respeito das normas e preceitos deste cdigo.
- Art. 52 - As dvidas na observncia
deste Cdigo e os casos omissos, encaminhados pelos Conselhos
Regionais de Fonoaudiologia, sero apreciados e julgados pelo
Conselho Federal de Fonoaudiologia.
- Art. 53 - Este Cdigo poder ser
alterado pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, por iniciativa
prpria ou mediante proposta de Conselhos Regionais.
- Art. 54 - O presente Cdigo entrar
em vigor na data de sua publicao, revogadas todas as
disposies em contrrio.
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